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HISTORIA DO CONTRABAIXO
Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
O contra-baixo elétrico (ou apenas baixo elétrico) é um instrumento de cordas semelhante a uma guitarra elétrica, maior em tamanho e com um som mais grave. Também é muito relacionado e inspirado no Contra-Baixo Clássico. É usado por diversos estilos musicais, indo do Rock n' Roll ao Disco, e nos ritmos brasileiros possui uma importância significativa, como no axé e no forró;
Tabela de conteúdo[esconder] |
Características e História
Como na guitarra elétrica, as vibrações nas cordas causam um sinal elétrico a ser criado nos captadores, que são amplificados e reproduzidos por meio de um autofalante. Vários componentes elétricos e configurações do amplificador podem ser usadas para alterar o timbre do instrumento.
O primeiro baixo-elétrico a ser produzido em massa foi desenvolvido por Leo Fender, o conhecido fabricante de guitarras. A mudança do formato do instrumento, para algo parecido com uma guitarra e a utilização de trastes facilitaram seu uso. O primeiro Fender Precision Bass foi vendido em 1951. Outro modelo lendário, o Fender Jazz Bass foi lançado em 1960.
Em seguida, outras companhias como a Gibson, a Danelectro e várias outras começaram a produção de seus modelos próprios de baixos elétricos. Isso permitiu aos baixistas variar os sons e o visual para adequar às suas bandas. Este trabalho continuou, e muitas outras companhias e luthiers continuaram o trabalho de Leo Fender.
Design
O baixista atual tem um amplo campo de escolha para seu instrumento, como por exemplo:
- Número de cordas
(e afinação):
- Como o modelo original de Leo Fender, que tinha 4 cordas afinadas em EADG, ou algumas vezes em DADG)
- Cinco cordas (geralmente BEADG, podendo em alguns casos ser EADGC)
- Seis cordas (geralmente BEADGC, mas EADGBE também tem sido usado)
- Mais de 6 cordas
- Baixo Tenor - ADGC
- Baixo Piccolo - eadg (uma oitava acima da afinação normal)
- Captadores:
- Os antigos
baixos tinham apenas um captador magnético
simples. Atualmente pode-se encontrar:
- Captação ativa ou passiva (circuitos ativos usam uma bateria para aumentar o sinal)
- Mais de um captador, dando uma variação de tons maior
- Captadores em posições diferentes, como mais perto da ponte ou do braço do instrumento
- Sistemas não magnéticos, como "piezos" ou sistemas "Lightwave", que permitem ao baixista usar cordas não metálicas
- Os antigos
baixos tinham apenas um captador magnético
simples. Atualmente pode-se encontrar:
- Formato e cor do
instrumento:
- Existem diversas opções de cor, desde a cor da própria madeira do instrumento a efeitos visuais muito interessantes
- Diferentes formatos de corpo (que afetam a maneira de tocar)
- Com ou sem mão (nos modelos sem mão, a afinação é feita na ponte)
- Trastes:
- Com trastes (Fretted) - como a maioria das guitarras
- Sem trastes (Fretless) - como a maioria dos Contra-Baixos
Estilos
Como qualquer instrumento, o baixo elétrico pode ser tocado em um diverso número de estilos. Baixistas como Paul McCartney têm um estilo mais melódico, enquanto Les Claypool da Primus e Flea do Red Hot Chili Peppers têm um estilo mais "funky", usando muito da técnica do slap and pop, que é dar um "tapinha" na corda com o polegar e dar um estalo ao soltar outra corda. Alguns artistas, como Pino Palladino, usam um baixo fretless (sem trastes) para um som mais "abafado". Jaco Pastorius foi o responsavel pela popularização do fretless, nos anos 70.
Larry Graham introduziu o método do "slap and pop" nos anos 60. Seu som ficou conhecido principalmente em 1970, com a música "Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)". Nos anos 70, Stanley Clarke desenvolveu a técnica de Graham, deixando o método mais parecido ao que é feito atualmente. Hoje em dia Marcus Miller e Victor Wooten são dois dos principais baixistas que usam esse estilo de tocar.
A maioria dos baixistas tocam suas notas com os dedos, mas alguns preferem o uso de palhetas. Isto varia entre os gêneros musicais. Muitos poucos adeptos do estilo "funky" usam palhetas.
Técnicas
Slap
A técnica surgiu por volta de 1961, quando Larry Graham estava em uma sessão de gravação em estúdio e, momentaneamente, ficou sem baterista. Ele então começou a bater e puxar as cordas, na tentativa de imitar o som do bumbo e da caixa...
Consiste em percutir e puxar as cordas usando o polegar
e os outros quatro dedos da mão direita (ou esquerda,
para canhotos).
Pizzicato
O pizzicato é a técnica mais usada, mais parecida com a usada em contra-baixos clássicos em shows de jazz. Certo dia, em 1911, Bill Johnson, que tocava contrabaixo (com arco) na Original Creole Jazz Band, teve o arco quebrado. Não tendo outro à mão, Bill tratou de tocar dedilhando as cordas com os dedos da mão direita. O resultado agradou tanto que desde então (quase) nunca mais se usou o arco para tocar esse instrumento. Usa-se(normalmente) os dedos indicador e médio para atacar as cordas, podendo-se utilizar tambem o anelar (muito usado em músicas rápidas, como o heavy metal) e o dedo mindinho, alguns poucos contrabaixistas usam o dedão para cima e para baixo, como uma palheta, porém é uma técnica usada por poucos.
Tapping - Two hand
Utiliza-se as duas mãos para tocar , fazendo a base e a melodia. Muito usado por Stu Hamm e Victor Wooten em seus solos.
Fretless
A técnica para fretless é bem diferente do contra-baixo acústico e muito semelhante ao baixo-guitarra, tocando-se com dois, tres ou quatro dedos da mão direita. Seu som produz um sustain longo e pronunciado e tem um timbre parecido com o do acustico. Para estilos musicais mais vintage, folk, recomenda-se cordas flatwound e para funk e ritmos mais modernos a partir dos anos 80, cordas roundwound, onde pode se aplicar tambem o slap em lugar do pizzicatto.
Por se tratar de um instrumento não temperado (Não tem trastes para definir a altura das notas na escala), a técnica consiste em treinar o ouvido pra que as notas saiam afinadas, e aumentar a precisão dos dedos da mão esquerda para que o som saia mais limpo. Se não houver marcação na régua, basta soar a corda "E" e a "A" e glissar até que soem iguais. A partir daí se tira as terças as quartas as quintas e as outras notas da escala.
ASS:Ivan Andrade
Baixistas Influentes
- Dee Dee Ramone - Baixista influente do punk, desenvolveu uma técnica revolucionária para a época, que consiste em tocar rápido em conjunto com a guitarra e a bateria, e que é muito utilizada até hoje.
- Mauro Sérgio Villanacci (baixista do Primos da Invenção - técnica de velocidade extrema no baixo elétrico
- Chico Gomes - Inventor da tecnica do triplo dominio.
Os baixistas a seguir são alguns dos que contribuiram para o desenvolvimento do baixo elétrico:
- Chris Squire - Virtuosidade e ténicas apuradas com ênfase a sonoridades melódicas e surrealistas no estilo rock progressivo (Yes)
- Nico Assumpção - Grande Baixista em todos os sentidos, usava varias técnicas em seus solos, seu máximo virtuosismo tanto no elétrico como no acústico - "... sua perfeita articulação, solos rápidos e uma sonoridade cristalina"- Richard Johnston / Bass Player.
- Arthur Maia - Fera da MPB, tocou com grandes nomes como Lulu Santos e Gilberto Gil.
- Dadi - da Cor do Som, com sua pegada precisa encantou e mostrou a força da habilidade brasileira na mistura de ritmos, no Festival de Jazz de Montreaux.
- Abraham Laboriel - Grandes solos, criatividade, slaps incríveis.
- Celso Pixinga - Brasileiro, domina com facilidade o instrumento, inspirou uma legião de baixista no seu país.
- Jaco Pastorius - Revolucionou a técnica do contra-baixo elétrico. Jazz, Funk, Fusion, foi pioneiro no uso de harmônicos e baixo fretless.
- John Patitucci - Baixista americano, utiliza muito baixo de seis cordas e double-bass.
- Flea (Michael Balzary) - Red Hot Chili Peppers - Suas principais características que admiradores descrevem são o swing, a pegada e a precisão. Eleito como o melhor baixista dos anos 90.
- Twiggy Ramirez (Jeordie White) - Marilyn Manson
- Duca Tambasco - Um dos melhores baixistas de rock do Brasil
- Jack Bruce (Vocalista na Cream) - Pioneiro nas linhas melódicas
- Stanley Clarke - Foi a semente do "Jazz Fusion", nos anos 70, revolucionou o slap
- Moog (Rodrigo) - Usa Fretless, tecnicas de slap, two hands, grande baixista de funk, acid jazz, etc...
- Les Claypool - Muito slap em suas músicas excêntricas.
- Mike Rutherford - da banda Genesis, grande habilidade, velocidade e harmonia nas suas criações.
- Greg Lake - Emerson, Lake & Palmer, com seu som pesado, alternando para a linha melódica e acima de tudo progressiva.
- Jesús Gabaldón - Baixo de 5 cordas
- John Deacon - Queen - Considerado um dos maiores baixistas do mundo, usava um baixo mais leve que se adequava perfeitamente à sonoridade do Queen.
- John Entwistle - Eleito o Baixista do Milenio, com velocidade e tecnica ate entao nao vistas no mundo do rock.
- John Myung - Músico de técnica apurada, velocidade e criatividade excepcional, integrante da Banda Dream Theater.
- Larry Graham - Criador da técnica do slap
- Stu Hamm - Adepto do "two hand tapping", tocou com Joe Satriani
- Steve Lawson - Explorou novas tecnologias para solos
- Phil Lesh - Influências clássicas no Rock, Improvisação
- Patrick Laplan - Ex-Los Hermanos e Rodox, atual free lance Biquini cavadão
- Michael Manring - Trabalho invovador com diversas afinações alternadas
- Geddy Lee - Virtuosidade e ténicas apuradas no estilo rock progressivo, metal e pop
- Paul McCartney - Linhas melódicas
- Marcus Miller - Trabalhou com grandes nomes do jazz, como Miles Davis
- Pino Palladino - Baixo fretless
- James Jamerson (The Funk Brothers) - Velocidade, precisão e complexidade em suas linhas
- Steve Harris - É conhecido pela sua pegada e velocidade, expandiu a famosa técnica da "cavalgada"
- Tom Petersson - Baixo de 12 cordas
- Bootsy Collins - Pioneiro no "funky"
- Francis "Rocco" Prestia - Grooves fantásicos em semi-colcheias, "ghost notes", sincopes e um pulso percusivo realmente cativante.
- Victor Wooten - Virtuosi e mestre no slap, técnica a qual explora ao máximo e aperfeiçoou com uma "nova técnica" de slap.
- Cliff Burton - Baixista do Metallica, reconhecido pelo feeling, técnica e solos com extrema distorção com o uso de wah-wah.
- Marcos Valente Junior - Baixista brasileiro de MPB e Jazz - desenvolveu o primeiro Baby Bass brasileiro (baixo acustico sem caixa harmonica)e seu sistema de captação piezo-elétrico instalado na ponte, em parceria com o Luthier GermanoM. Veja em http://www.germanom.com/
- Gene Simmons - Baixista do Kiss
- Ryan Martinie - Baixista dos Mudvayne
- Verdine White - Com seu grupo Earth Wind & Fire ele é considerado um dos baixistas mais criativos de funk do planeta com linhas sensacionais.
- Mark Hoppus - ex-baixista do Blink 182 e baixista do Plus 44
- Garrafinha - Baixista da banda Potiguar de Punk Rock Bubblegum - FLIPERAMA.
Fabricantes
- Alembic
- Carvin
- Carl Thompson
- Condor
- Cort
- Danelectro
- Esp Guitars
- Ernie Ball
- Fender
- Fodera
- G&L
- Gibson
- Golden
- Groovin
- Hamer (conhecido pelos baixos de 12 cordas)
- Höfner
- Ibanez
- Ken Bebensee
- Ken Smith
- Musicman
- Pedulla
- Rickenbacker
- Rob Allen
- Sadowsky
- Tobias
- Wal
- Warwick (guitar)
- Washburn
- Yamaha Corporation
- Jackson
- B.C. Rich
- Condor
- Tagima
- Strinberg
- Crafter
- Warwick

